Por que protestar contra o FMI e o Banco Mundial?
A Convergência Anti-Capitalista está se organizando contra o Banco
Mundial e o Fundo Monetário Internacional por causa dos papéis que
eles exercem na afirmação e na expansão global do capitalismo e do
imperialismo. Como retorno por empréstimos recebidos, os países
subdesenvolvidos precisam seguir prescritos programas econômicos e
sociais. Através do anti-democrático um dólar-um voto, os EUA, Reino
Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e Itália – o grupo dos 7,
possui mais de 40 % do poder nessas instituições, permitindo assim a
ditadura das políticas que devem ser adotadas pelos países do “sul
global”. Essas políticas contradizem frequentemente as leis locais e
a vontade expressa da população. Isto tem levado à massivos protetos
e greves gerais, das quais ouvimos pouco aqui nos EUA.
Sob o pretexto de cortar gastos desnecessários dos governos, a
política do BM e do FMI corta subsídios a programas sociais, como
transporte e saúde, e também àqueles que mantém o preço dos alimentos
num nível “pagável”, privatizando serviçoes nacionais tais como
eletricidade e água. Essa política põem e mantêm os países em
desenvolvimento na pobreza e na miséria. As mulheres,
particularmente, são afetadas quando os serviços sociais são cortados
porque elas precisam achar jeitos de prover cuidados médicos,
educação , comida saudável e água para as suas famílias.
Para “humanizar” os negócio$, essas instituições fazem com que os
países em desenvolvimento mantenham os seus padrões trabalhistas,
ambientais e na área da saúde, os mais baixos possíveis. Essas
limites diminuídos criam o que é conhecido como a “raça global do
fundo do poço”, a qual faz com que as corporações vaguem pelo globo
procurando por um lugar onde possam ter o maior lucro possível,
explorando seres humanos e o meio ambiente para conseguí-lo.
O Banco Mundial e o FMI promovem políticas de exportação orientadas,
as quais transferem dinheiro e atividades econômicas da agricultura
de subsistência e produção de bens e serviços necessários às
comunidades para apoiar exportações de supérfluos e futilidades como
flores e artigos de luxo (os quais não podem ser comidos!). O mandato
dessas políticas promove a importação de colheitas baratas de
agronegócios (localizados, na sua grande maioria, nos EUA) minando
assim, a agricultura local. Na verdade, essas políticas forçam as
pessoas- na maioria, raças marginalizadas, como negros e índios- a se
mudarem da zona rural para a zona urbana, permitindo que as
corporações tomem a terra e os recursos naturais para si. Como a
agricultura de subsistência foi torna inviável, as pessoas são
empurradas para a economia do salário mínimo... pela sua posição no
Sul, o seu trabalho é menosprezado, desvalorizado e explorado.
Essa opressão e exploração de pessoas e do meio ambiente é só uma
parte do sistema capitalista que se sustenta nas hierarquias globais
de gênero, raça e nacionalidade para assim, manter os que estão no
poder, no poder. Essas hierarquias levam ao aumento da riqueza
daqueles que estão no topo às custas daqueles que estão lá embaixo.
Essas políticas não apenas ferem as pessoas e o meios ambiente mas
como NÃO PROMOVEM NENHUM DESENVOLVIMENTO. Mais do que gerar dinheiro
para as economias locais, essas políticas geram dinheiro para as
corporações multinacionais. Pense nisso! O Banco Mundial e o FMI faz
com que os fundos econômicos dos governos sejam tirados da economia,
infraestrutura e desenvolvimento comunitário e social para, ao invés
disso, pagar dívidas sob dívidas de velhos empréstimos.
Os empréstimos que os países estão pagando agora são empréstimos
secundários. Isso significa que eles tiveram que pagar empréstimos
prévios porque as políticas não deram certo da primeira vez. Na
verdade, a maioria dos países tem agora mais dívida do que na
primeira vez que aceitaram a “assistência” do FMI e do Banco Mundial.
As políticas de fundo, as quais as instituições apoiam criam um ciclo
vicioso de dependência neles pela associação com países
subdesenvolvidos.
Com o seu poder aumentando no sistema político americano, as
corporações agora estão empurrando essas políticas goela abaixo das
comunidades, em particular, comunidades negras, latinas e asiáticas,
nos EUA. Por décadas, o Banco Mundial e o FMI tem mandado a
privatização da saúde pública em países em desenvolvimento – esse
mesmo “empurrão” está acontecendo agora nos EUA.. Aqui em Washington
DC, a pauta de negociações apontada federalmente privatizou o nosso
único hospital público contra uma oposição unânime do Conselho da
Cidade eleito e do público geral. Não surpreendentemente, os
principais negociadores da privatização nos EUA e nos países
subdesenvolvidos são os mesmos, a corporação controlada pelo governo
federal norte-americano.
Os membros da Convergência Anti-Capitalista uniram-se para se
organizar contra o Banco Mundial e o FMI acreditando que a mera
reforma ou mesmo só a abolição dessas instituições NÃO É SUFICIENTE.
Em vez disso, lutamos para abolir o sistema capitalista de vez.
Apesar de termos várias visões alternativas, vemos que o sistema
presente é dirigido por uma lógica de exploração que vê seres humanos
como capital humano, ecossistemas como “fontes” de recursos, e
cultura como simples comodidade e entretenimento. Rejeitamos a idéia
de que o mundo só é valioso em termos de lucro, competição e
eficácia. Dentre as várias visões por uma nova sociedade autônoma,
estruturas anti-hierárquicas e cooperação mútua são o ideal.
- Convergência Anti-Capitalista Washington DC
Banco Mundial e FMI
Centro de sínteses anarquistas sobre o FMI e o Banco Mundial
Assuntos Locais
Neoliberalismo em Washington DC
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Mobilização por Justiça Global exige do FMI e do Banco Mundial:
- Deixem em aberto todos os seus encontros para o público e para a
mídia;
- Cancele toda a dívida dos países empobrecidos pelo BM/FMI, usando
os próprios recursos das instituições;
- Termine com toda e qualquer política do FMI/BM que restrinja o
acesso à comida, água saudável, moradia, saúde, educação, e direito à
organização (tais políticas de “ajustes estruturais” incluem taxas ao
usário, privatização e programa de austeridade econômica);
- Parar com todo o apoio do Banco Mundial à projetos socialmente e
ambientalmente destrutivos como petróleo, gasolina, e atividades
mineradoras, e total apoio à projetos tais como indenização por
danos, incluindo relocação da pessoa desalojada pelas políticas
de “ajuste estrutural”.
Nós ainda exigimos que o governo dos EUA, o maior acionista e o
governo mais influente no Banco Mundial e no FMI, adote as exigências
acima descritas e faça com que o Banco Mundial as implemente.
Mobilização por Justiça Global
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