Anti-Capitalist Convergence - Washington, DC - September 28 - October 4 2001

HomeEventsHousingMapsOutreachIssuesNewsGuideRide Board

Atualizado: 30 de julho de 2001

Assuntos

Por que protestar contra o FMI e o Banco Mundial?

A Convergência Anti-Capitalista está se organizando contra o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional por causa dos papéis que eles exercem na afirmação e na expansão global do capitalismo e do imperialismo. Como retorno por empréstimos recebidos, os países subdesenvolvidos precisam seguir prescritos programas econômicos e sociais. Através do anti-democrático um dólar-um voto, os EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e Itália – o grupo dos 7, possui mais de 40 % do poder nessas instituições, permitindo assim a ditadura das políticas que devem ser adotadas pelos países do “sul global”. Essas políticas contradizem frequentemente as leis locais e a vontade expressa da população. Isto tem levado à massivos protetos e greves gerais, das quais ouvimos pouco aqui nos EUA.

Sob o pretexto de cortar gastos desnecessários dos governos, a política do BM e do FMI corta subsídios a programas sociais, como transporte e saúde, e também àqueles que mantém o preço dos alimentos num nível “pagável”, privatizando serviçoes nacionais tais como eletricidade e água. Essa política põem e mantêm os países em desenvolvimento na pobreza e na miséria. As mulheres, particularmente, são afetadas quando os serviços sociais são cortados porque elas precisam achar jeitos de prover cuidados médicos, educação , comida saudável e água para as suas famílias.

Para “humanizar” os negócio$, essas instituições fazem com que os países em desenvolvimento mantenham os seus padrões trabalhistas, ambientais e na área da saúde, os mais baixos possíveis. Essas limites diminuídos criam o que é conhecido como a “raça global do fundo do poço”, a qual faz com que as corporações vaguem pelo globo procurando por um lugar onde possam ter o maior lucro possível, explorando seres humanos e o meio ambiente para conseguí-lo.

O Banco Mundial e o FMI promovem políticas de exportação orientadas, as quais transferem dinheiro e atividades econômicas da agricultura de subsistência e produção de bens e serviços necessários às comunidades para apoiar exportações de supérfluos e futilidades como flores e artigos de luxo (os quais não podem ser comidos!). O mandato dessas políticas promove a importação de colheitas baratas de agronegócios (localizados, na sua grande maioria, nos EUA) minando assim, a agricultura local. Na verdade, essas políticas forçam as pessoas- na maioria, raças marginalizadas, como negros e índios- a se mudarem da zona rural para a zona urbana, permitindo que as corporações tomem a terra e os recursos naturais para si. Como a agricultura de subsistência foi torna inviável, as pessoas são empurradas para a economia do salário mínimo... pela sua posição no Sul, o seu trabalho é menosprezado, desvalorizado e explorado.

Essa opressão e exploração de pessoas e do meio ambiente é só uma parte do sistema capitalista que se sustenta nas hierarquias globais de gênero, raça e nacionalidade para assim, manter os que estão no poder, no poder. Essas hierarquias levam ao aumento da riqueza daqueles que estão no topo às custas daqueles que estão lá embaixo.

Essas políticas não apenas ferem as pessoas e o meios ambiente mas como NÃO PROMOVEM NENHUM DESENVOLVIMENTO. Mais do que gerar dinheiro para as economias locais, essas políticas geram dinheiro para as corporações multinacionais. Pense nisso! O Banco Mundial e o FMI faz com que os fundos econômicos dos governos sejam tirados da economia, infraestrutura e desenvolvimento comunitário e social para, ao invés disso, pagar dívidas sob dívidas de velhos empréstimos.

Os empréstimos que os países estão pagando agora são empréstimos secundários. Isso significa que eles tiveram que pagar empréstimos prévios porque as políticas não deram certo da primeira vez. Na verdade, a maioria dos países tem agora mais dívida do que na primeira vez que aceitaram a “assistência” do FMI e do Banco Mundial. As políticas de fundo, as quais as instituições apoiam criam um ciclo vicioso de dependência neles pela associação com países subdesenvolvidos.

Com o seu poder aumentando no sistema político americano, as corporações agora estão empurrando essas políticas goela abaixo das comunidades, em particular, comunidades negras, latinas e asiáticas, nos EUA. Por décadas, o Banco Mundial e o FMI tem mandado a privatização da saúde pública em países em desenvolvimento – esse mesmo “empurrão” está acontecendo agora nos EUA.. Aqui em Washington DC, a pauta de negociações apontada federalmente privatizou o nosso único hospital público contra uma oposição unânime do Conselho da Cidade eleito e do público geral. Não surpreendentemente, os principais negociadores da privatização nos EUA e nos países subdesenvolvidos são os mesmos, a corporação controlada pelo governo federal norte-americano.

Os membros da Convergência Anti-Capitalista uniram-se para se organizar contra o Banco Mundial e o FMI acreditando que a mera reforma ou mesmo só a abolição dessas instituições NÃO É SUFICIENTE. Em vez disso, lutamos para abolir o sistema capitalista de vez. Apesar de termos várias visões alternativas, vemos que o sistema presente é dirigido por uma lógica de exploração que vê seres humanos como capital humano, ecossistemas como “fontes” de recursos, e cultura como simples comodidade e entretenimento. Rejeitamos a idéia de que o mundo só é valioso em termos de lucro, competição e eficácia. Dentre as várias visões por uma nova sociedade autônoma, estruturas anti-hierárquicas e cooperação mútua são o ideal.

- Convergência Anti-Capitalista Washington DC

Banco Mundial e FMI

Centro de sínteses anarquistas sobre o FMI e o Banco Mundial

Assuntos Locais

Neoliberalismo em Washington DC

 

Mobilização por Justiça Global exige do FMI e do Banco Mundial:

- Deixem em aberto todos os seus encontros para o público e para a mídia;

- Cancele toda a dívida dos países empobrecidos pelo BM/FMI, usando os próprios recursos das instituições;

- Termine com toda e qualquer política do FMI/BM que restrinja o acesso à comida, água saudável, moradia, saúde, educação, e direito à organização (tais políticas de “ajustes estruturais” incluem taxas ao usário, privatização e programa de austeridade econômica);

- Parar com todo o apoio do Banco Mundial à projetos socialmente e ambientalmente destrutivos como petróleo, gasolina, e atividades mineradoras, e total apoio à projetos tais como indenização por danos, incluindo relocação da pessoa desalojada pelas políticas de “ajuste estrutural”.

Nós ainda exigimos que o governo dos EUA, o maior acionista e o governo mais influente no Banco Mundial e no FMI, adote as exigências acima descritas e faça com que o Banco Mundial as implemente.

Mobilização por Justiça Global

Contato: info@abolishthebank.org