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Introdução:
Por que o
anarquismo? O
IAS O
Que fazemos
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Por que o anarquismo?
A
emergência completa do anarquismo no século 19 foi um acontecimento
extraordinário na história da política e das idéias. A principal
convicção do anarquismo – a necessidade e a possibilidade de derrubar
todas as formas de dominação e de estabelecer uma sociedade igualitária,
autogestionária e cooperativa – já estava implícita nos movimentos e
ideais radicais que existiram anteriormente.
O anarquismo abraçou este princípio explicitamente como o núcleo
de sua crítica, de sua política e de sua visão e deu, então, um nova
profundidade à longa luta por uma sociedade livre e justa.
Os
objetivos e meios do anarquismo foram amadurecendo ao longo do tempo,
guiados pela necessidade de aperfeiçoar o princípio anti-autoritário e
transformá-lo numa teoria coerente e numa política de liberdade social.
A principal preocupação dos anarquistas clássicos, como Michael Bakunin
e Pietr Kropotkin era a oposição ao estado e ao capitalismo. Eles
afirmaram que as hierarquias políticas e econômicas não eram características
permanentes da existência, mas, ao contrário, impedimentos à plena
realização da liberdade humana. Isto foi complementado com o ideal da
formação de comunidades baseadas na democracia direta e na autogestão e
com uma política orientada para o resgate da espontaneidade e da descentralização.
Desde
a virada do século e, especialmente, desde os anos sessenta, a crítica
anarquista do capitalismo e do estado ampliou-se como uma crítica mais
abrangente da dominação, englobando hierarquia, coerção e exploração.
Isto tornou possível compreender e desafiar uma série de relações
sociais, como o patriarcado, o racismo e a devastação da natureza, ao
mesmo tempo que confrontar hierarquias políticas e econômicas. O ideal
de uma sociedade livre aperfeiçoou-se, chegando, então, a incluir tanto
a liberação sexual, a diversidade cultural e a harmonia ecológica, como
estruturas econômicas e políticas radicalizadas.
A
recusa absoluta a todas as formas de dominação confere ao
anarquismo flexibilidade histórica, abrangência política e
profundidade crítica. Mas há muito mais a ser feito. O potencial
teórico do anarquismo – o confronto exaustivo das contradições
e injustiças de nosso mundo e a elaboração de uma visão significativa
de uma sociedade libre – ainda está por ser realizado.
O
Instituto de Estudos Anarquistas
O Instituto de Estudos Anarquistas ajuda a fomentar o desenvolvimento teórico
do anarquismo, fornecendo bolsas de estudo a escritores que trabalhem com
temas pertinentes ao anarquismo.
Acreditamos
que é necessário criar espaços para a realização de estudos críticos,
fora das fontes convencionais de trabalho intelectual em nossa sociedade;
portanto, não somos associados a nenhuma universidade ou editora
estabelecida. A competição e especialização do mundo acadêmico tende
a despolitizar a teoria e a sufocar a crítica social independente e
interdisciplinar. A indústria editorial está geralmente mais
interessada em vendas do que em conteúdos. No IEA, damos apoio ao
trabalho teórico por seu significado crítico e a sua importância
social.
O
IEA, uma parte de um movimento maior para a transformação radical
da sociedade é internamente democrático e participativo.
Acreditamos que os meios e os fins devem coincidir. Nossa estrutura e métodos
refletem nossa convicção de que os indivíduos podem trabalhar juntos
sem hierarquia e construir as pré-condições para uma sociedade livre.
O
Que fazemos no Instituto de Estudos Anarquistas
O
IEA está envolvido em três atividades principais.
O
IEA concede bolsas a escritores que procuram contribuir com a crítica à
dominação e com a visão de uma sociedade livre. Concedemos bolsas para
ensaios, livros e traduções baseando-nos em várias considerações, que
incluem a importância da obra dentro de uma ampla crítica da dominação,
a necessidade financeira particular do autor e o plano de finalização
do trabalho e sua distribuição. Por exemplo, podemos financiar
estudos sobre dinâmicas gerais da dominação, a história do anarquismo,
e/ou a relação entre arte e políticas utópicas. Concedemos um total de
três mil dólares em janeiro e em junho de cada ano, em somas de
quinhentos a três mil dólares. As datas-limites para o envio de pedidos
de bolsa são 15 de dezembro e 15 de maio. O primeiro passo para solicitar
uma subvenção é escrever-nos pedindo maiores informações e um formulário
de inscrição (incluindo envelope endereçado). Por favor, observe
que não financiamos projetos tais como boletins, revistas, organizações
e manifestações.
O
IEA se dedica ativamente à coleta de fundos para distribuir subvenções
regulares e para sua manutenção diária. Estamos criando, ainda, um
fundo para trabalhos teóricos relevantes ao anarquismo, que possam servir
às gerações futuras. O IEA é generosamente sustentado por doadores de
diversas condições econômicas. Assim sendo, pedimos que você
considere a possibilidade de fazer uma contribuição ao IEA, com
dedução do imposto de renda.
Finalmente,
produzimos um boletim semestral e apresentaremos uma variedade de projetos
de modo a nutrir uma discussão ampla e intensa sobre questões teóricas
pertinentes ao anarquismo.
Nota
importante: outorgamos bolsas a projetos escritos em qualquer língua,
porém, as solicitações de bolsa devem ser em inglês.
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